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A pequena e elegante Marreca-ananaí é a única espécie do gênero Amazonetta, sendo uma das menores marrecas da América do Sul. É caracterizada por sua plumagem predominantemente marrom-acinzentada, com um espelho verde-metálico nas asas e um bico vermelho vivo nos machos. É uma ave aquática comum em uma vasta gama de habitats de água doce.
Tamanho e longevidade
- Comprimento
- 35-40 cm
- Envergadura
- 55-65 cm
- Peso
- 300-500 g
- Longevidade
- 5-10 anos na natureza
- Dieta
- Onívora, comendo principalmente sementes, plantas aquáticas, pequenos invertebrados e insetos.
Características físicas
- Plumagem
- Plumagem geral marrom-acinzentada. Machos possuem uma mancha branca na face e pescoço, e o bico vermelho vivo. Fêmeas têm o bico mais opaco, geralmente cinza-azulado ou marrom-avermelhado, e duas manchas brancas distintas na face, uma acima e outra abaixo do olho. Ambos os sexos apresentam um espelho alar (espéculo) verde-metálico iridescente, visível em voo e quando as asas estão ligeiramente abertas.
- Formato do bico
- Bico relativamente pequeno e achatado, adaptado para filtrar alimentos na água. Machos com bico vermelho vivo, fêmeas com bico cinza-azulado a marrom-avermelhado.
- Cor dos olhos
- Olhos marrons.
- Cor das pernas
- Pernas e pés cinza-escuros a pretos.
- Características distintivas
- O espelho alar verde-metálico é uma característica distintiva. A mancha branca na face dos machos e as duas manchas brancas nas fêmeas são cruciais para a identificação sexual. O tamanho pequeno e a silhueta compacta também ajudam na identificação.
- Aparência juvenil
- Os juvenis são semelhantes às fêmeas, mas com plumagem mais pálida e estriada, e as manchas faciais brancas menos definidas. O bico é mais escuro, geralmente cinza-escuro.
- Mudanças sazonais
- Não há mudanças sazonais significativas na plumagem. A plumagem é consistente ao longo do ano, embora possa haver um desgaste natural das penas.
- Dimorfismo sexual
- Presente e notável. Machos têm bico vermelho vivo e uma mancha branca na face e pescoço. Fêmeas têm bico mais opaco e duas manchas brancas na face (uma supraocular e outra pós-ocular).
Como identificar
- 1
Tamanho e Silhueta
Pequena e compacta, uma das menores marrecas. Flutua na água com a cauda ligeiramente levantada.
- 2
Bico
Observar a cor do bico: vermelho vivo no macho, cinza-azulado a marrom-avermelhado na fêmea.
- 3
Manchas Faciais
Macho: mancha branca única na face e pescoço. Fêmea: duas manchas brancas distintas na face (uma acima e outra atrás do olho).
- 4
Espelho Alar
Procurar o espelho verde-metálico iridescente nas asas, visível em voo ou quando a ave estica as asas.
- 5
Vocalização
O assobio suave do macho e o grasnado rouco da fêmea são característicos.
Habitat e distribuição
- Biomas
- Zonas úmidas de água doce, incluindo pântanos, lagos, lagoas, rios de fluxo lento, açudes, represas e campos alagados.
- Distribuição geográfica
- Ampla distribuição na América do Sul, ocorrendo desde o norte da Colômbia e Venezuela, passando pelo Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Peru, até o norte da Argentina. É a marreca mais comum e amplamente distribuída no Brasil.
- Faixa altitudinal
- Principalmente em baixas altitudes, mas pode ser encontrada até cerca de 2.000 metros em algumas regiões andinas.
- Ambientes preferidos
- Corpos d'água rasos com vegetação aquática densa nas margens, que oferecem abrigo e alimento. Preferem águas calmas e protegidas.
Comportamento
- Horário de atividade
- Diurna, sendo mais ativa nas primeiras horas da manhã e no final da tarde.
- Hábitos alimentares
- Forrageia na superfície da água ou mergulhando a cabeça e o pescoço em águas rasas (dabbling duck). Alimenta-se de sementes de plantas aquáticas, folhas, caules, pequenos insetos aquáticos, larvas e outros invertebrados. Raramente mergulha completamente.
- Comportamento social
- Geralmente vista em pares ou pequenos grupos familiares. Fora da época de reprodução, podem formar bandos maiores, mas raramente muito grandes. São relativamente dóceis e podem ser encontradas em ambientes semi-urbanos.
- Padrão de voo
- Voo rápido e direto, com batidas de asas vigorosas. O espelho alar verde-metálico é muito visível em voo, contrastando com as penas de voo escuras.
- Padrão migratório
- Considerada residente em grande parte de sua área de ocorrência, com movimentos locais ou regionais em resposta à disponibilidade de água e alimento, especialmente em épocas de seca ou cheia.
- Territorialidade
- Pares reprodutores podem defender um pequeno território ao redor do ninho, mas não são agressivamente territoriais fora da época de reprodução.
Canto e chamados
- Canto
- Não possui um canto elaborado. Os machos emitem um assobio suave e agudo, 'piii-piii-piii'.
- Chamado
- As fêmeas emitem um grasnado rouco e repetitivo, 'quack-quack-quack', mais baixo e menos estridente que o de outras marrecas. Ambos os sexos podem emitir chamados de alarme curtos e roucos quando perturbados.
- Quando vocaliza
- Vocalizam mais frequentemente durante a época de reprodução e quando estão em grupos, ou para alertar sobre a presença de predadores.
Reprodução
- Estação reprodutiva
- Varia regionalmente, geralmente associada à estação chuvosa e à abundância de recursos. No Brasil, pode ocorrer de setembro a abril, com picos em diferentes meses dependendo da região.
- Hábitos de nidificação
- O ninho é construído no solo, geralmente bem escondido entre a vegetação densa perto da água. É uma depressão rasa forrada com grama, folhas e penas do próprio corpo da fêmea (penugem).
- Tamanho da ninhada
- 6-10 ovos, ocasionalmente até 12.
- Descrição do ovo
- Os ovos são de cor creme a branco-amarelado, lisos e ovais. Medem aproximadamente 45 x 33 mm.
- Período de incubação
- 23-25 dias, realizada exclusivamente pela fêmea.
- Período de emplumação
- Os filhotes são precoces (nidífugos), deixando o ninho logo após a eclosão. São capazes de voar em cerca de 45-50 dias, mas permanecem com a fêmea por um período maior.
- Cuidado parental
- A fêmea é a principal responsável pela incubação e cuidado dos filhotes. O macho geralmente permanece nas proximidades, ajudando a proteger o território e a prole.
Onde encontrar
Lagos e Lagoas
Corpos d'água calmos e rasos com vegetação marginal.
Pântanos e Brejos
Áreas úmidas com vegetação densa, onde podem se esconder e forragear.
Açudes e Represas
Comuns em ambientes modificados pelo homem, desde que haja vegetação e alimento.
Rios de Fluxo Lento
Margens de rios com pouca correnteza e vegetação aquática.
Dicas de campo
- Observar ao Amanhecer e Entardecer. São mais ativas nessas horas, quando forrageiam e se deslocam.
- Procurar em Águas Rasas. Preferem águas rasas onde podem 'dabble' (filtrar alimento com o bico na superfície ou submerso).
- Atenção aos Sons. O assobio do macho e o grasnado da fêmea podem ajudar a localizá-las, especialmente em vegetação densa.
- Paciência e Binóculos. São aves discretas e podem se misturar bem com a vegetação. Binóculos são essenciais para observar os detalhes da plumagem.
Espécies semelhantes
Marreca-pardinha
Anas flavirostris
A Marreca-pardinha é ligeiramente maior, tem o bico amarelo com ponta preta (não vermelho) e não possui as manchas brancas faciais da Marreca-ananaí. O espelho alar da pardinha é preto e branco, não verde-metálico.
Marreca-cabocla
Dendrocygna autumnalis
A Marreca-cabocla é maior, tem pernas mais longas e uma postura mais ereta. Possui bico vermelho brilhante, mas a plumagem é diferente, com dorso escuro, peito castanho e flancos barrados. Não possui as manchas faciais da Marreca-ananaí.
Fatos rápidos
- Nome Comum:
- Marreca-ananaí
- Nome Científico:
- Amazonetta brasiliensis
- Família:
- Anatidae
- Dieta Principal:
- Sementes, plantas aquáticas, invertebrados
- Habitat:
- Zonas úmidas de água doce
- Status de Conservação:
- Pouco Preocupante
- Dimorfismo Sexual:
- Presente (cor do bico e manchas faciais)
Curiosidades
- A Marreca-ananaí é a única espécie do gênero Amazonetta, o que a torna taxonomicamente única entre as marrecas sul-americanas.
- Seu nome popular 'ananaí' é uma onomatopeia do assobio do macho.
- É uma das marrecas mais comuns e amplamente distribuídas no Brasil, sendo um bom indicador da saúde de ecossistemas aquáticos.
- Os filhotes são extremamente precoces, conseguindo nadar e se alimentar sozinhos poucas horas após a eclosão.
Classificação científica
- Reino
- Animalia
- Filo
- Chordata
- Classe
- Aves
- Ordem
- Anseriformes
- Família
- Anatidae
- Gênero
- Amazonetta
- Espécie
- Amazonetta brasiliensis
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