Birdby LogoBirdby

Maria-leque-da-mata

Vulnerável (VU)

Onychorhynchus swainsoni

Viu um pássaro? Identifique na hora com o app Birdby

Abrir o app

Sobre

A ave Maria-leque-da-mata é um pequeno passeriforme notável por sua crista em forma de leque, que é exibida durante o cortejo ou em momentos de excitação. É uma espécie endêmica da Mata Atlântica brasileira, associada a florestas úmidas e bem preservadas. Sua coloração geral é marrom-avermelhada, com a crista vibrante sendo a característica mais distintiva.

Tamanho e longevidade

Comprimento
15-17 cm
Envergadura
20-22 cm
Peso
12-15 g
Longevidade
Não documentado especificamente para a espécie, mas estimado em 5-8 anos em condições selvagens para passeriformes de porte similar.
Dieta
Insetívoro

Características físicas

Plumagem
A plumagem geral é marrom-avermelhada, mais escura no dorso e mais clara no ventre, com tons canela. As asas são mais escuras, com duas barras alares pálidas. A característica mais marcante é a crista erétil em forma de leque, que é vermelha brilhante com pontas pretas nos machos e laranja-amarelada com pontas pretas nas fêmeas. A cauda é relativamente longa e marrom-avermelhada.
Formato do bico
Bico reto, fino e pontiagudo, de cor preta ou cinza-escura, adaptado para a captura de insetos em voo ou na folhagem.
Cor dos olhos
Olhos escuros, geralmente marrom-escuros.
Cor das pernas
Cinza-escuro a preto.
Características distintivas
A crista em forma de leque, que pode ser erguida e abaixada, é a característica mais distintiva. Quando abaixada, a crista é menos visível, mas ainda confere uma silhueta ligeiramente 'cabeçuda'. As barras alares pálidas também são um bom campo de identificação.
Aparência juvenil
Indivíduos juvenis são semelhantes aos adultos, mas com a crista menos desenvolvida e com cores mais pálidas e menos vibrantes. Podem apresentar um tom mais acinzentado ou opaco na plumagem geral.
Mudanças sazonais
Não há mudanças sazonais significativas na plumagem. A intensidade da cor da crista pode variar ligeiramente com a idade e o estado reprodutivo, mas a coloração básica permanece a mesma.
Dimorfismo sexual
Sim, presente na coloração da crista. Machos possuem crista vermelha brilhante com pontas pretas, enquanto as fêmeas têm crista laranja-amarelada com pontas pretas. Fora da crista, a plumagem é bastante similar.

Como identificar

  1. 1

    Crista em leque

    Procure pela crista erétil, que é vermelha (macho) ou laranja-amarelada (fêmea) com pontas pretas. É a característica mais inconfundível, embora nem sempre esteja erguida.

  2. 2

    Coloração geral

    Observe a plumagem marrom-avermelhada, mais escura no dorso e mais clara no ventre, com tons canela. As barras alares pálidas nas asas escuras também são um bom indicativo.

  3. 3

    Comportamento de forrageamento

    Observe o comportamento de 'flycatching', onde a ave faz saídas rápidas de um poleiro para capturar insetos em voo e retorna. Isso é típico de tiranídeos e ajuda na identificação comportamental.

  4. 4

    Habitat

    A Maria-leque-da-mata é restrita a florestas úmidas bem preservadas da Mata Atlântica. A localização geográfica e o tipo de habitat são cruciais para a identificação.

  5. 5

    Vocalização

    Aprenda o canto fino e agudo ('tsi-tsi-tsi-tsee-tsee'). Embora discreto, pode ser a primeira indicação da presença da ave em um sub-bosque denso.

Habitat e distribuição

Biomas
Mata Atlântica
Distribuição geográfica
Endêmico do Brasil, ocorrendo em uma faixa restrita da Mata Atlântica costeira, desde o sul da Bahia até o norte do Rio Grande do Sul. Sua distribuição é fragmentada devido à perda de habitat.
Faixa altitudinal
Geralmente encontrado em altitudes baixas a médias, do nível do mar até cerca de 1000 metros, preferindo áreas de encosta.
Ambientes preferidos
Florestas úmidas primárias e secundárias bem desenvolvidas, com sub-bosque denso e dossel fechado. Prefere o interior da floresta, próximo a cursos d'água, e áreas com grande diversidade de insetos.

Comportamento

Horário de atividade
Diurno
Hábitos alimentares
Principalmente insetívoro, alimentando-se de pequenos insetos e outros artrópodes que captura em voo (flycatching) ou inspecionando a folhagem e galhos. Costuma fazer saídas rápidas de um poleiro para capturar a presa e retornar ao mesmo poleiro ou a um próximo.
Comportamento social
Geralmente solitário ou encontrado em pares durante a época de reprodução. Não forma bandos mistos com outras espécies com frequência, mas pode ser observado em associações frouxas.
Padrão de voo
Voo ágil e rápido, especialmente durante a captura de insetos. Geralmente voa em curtas distâncias entre poleiros dentro da floresta.
Padrão migratório
Espécie residente, não migratória. Permanece em seu território durante todo o ano.
Territorialidade
Territorial, especialmente durante a época de reprodução. Os machos defendem seu território de alimentação e nidificação.

Canto e chamados

Canto
O canto é uma série de notas finas e agudas, muitas vezes descritas como um 'tsi-tsi-tsi-tsee-tsee' ou 'piii-piii-piii', que pode ser repetido. É um canto discreto e não muito alto, facilmente ofuscado por outros sons da floresta.
Chamado
Os chamados incluem notas finas e curtas, como 'tsip' ou 'sii', usadas para contato ou alarme. Quando excitado, pode emitir uma série de notas mais rápidas e agudas.
Quando vocaliza
Vocaliza mais ativamente durante a manhã e o final da tarde, especialmente na época reprodutiva. Pode ser mais discreto em outras épocas do ano.

Reprodução

Estação reprodutiva
Geralmente entre setembro e fevereiro, coincidindo com a estação chuvosa e maior abundância de insetos.
Hábitos de nidificação
Constrói um ninho em forma de taça rasa, feito de fibras vegetais finas, musgos e líquens, unidos por teias de aranha. O ninho é camuflado e geralmente construído em uma forquilha de galho fino, pendurado e decorado com materiais externos para se assemelhar a detritos ou um ninho de vespas, a uma altura de 1 a 5 metros do solo.
Tamanho da ninhada
2 ovos
Descrição do ovo
Geralmente 2 ovos, de cor creme ou esbranquiçada, com pequenas manchas marrons ou avermelhadas, principalmente na extremidade mais larga.
Período de incubação
Aproximadamente 15-17 dias, realizada principalmente pela fêmea.
Período de emplumação
Os filhotes deixam o ninho cerca de 18-20 dias após a eclosão.
Cuidado parental
Ambos os pais participam da alimentação dos filhotes, embora a fêmea seja a principal incubadora. Os filhotes são alimentados com insetos e larvas.

Onde encontrar

Parques Nacionais e Estaduais

Unidades de conservação dentro da Mata Atlântica, como o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ), Parque Estadual da Serra do Mar (SP), Parque Nacional do Superagui (PR), e reservas particulares de patrimônio natural (RPPNs) com florestas bem preservadas.

Reservas Particulares

Áreas de floresta atlântica bem conservadas em propriedades privadas que permitem o ecoturismo e a observação de aves.

Fragmentos Florestais Grandes

Grandes remanescentes de Mata Atlântica, especialmente aqueles com sub-bosque denso e próximos a cursos d'água.

Dicas de campo

  1. Paciência e observação atenta. É uma ave discreta e pode ser difícil de avistar. Passe tempo observando o sub-bosque e o estrato médio da floresta.
  2. Foco no comportamento. Procure por movimentos rápidos de 'flycatching' ou por aves empoleiradas em galhos finos, inspecionando a folhagem.
  3. Aprenda o canto. Muitas vezes, a primeira indicação da presença da Maria-leque-da-mata é seu canto. Familiarize-se com ele para localizá-la.
  4. Horários de atividade. Concentre sua busca nas primeiras horas da manhã e no final da tarde, quando a ave está mais ativa.
  5. Use binóculos. Essenciais para observar detalhes da plumagem e a crista, que podem ser difíceis de ver a olho nu no ambiente florestal.

Espécies semelhantes

Maria-leque-do-norte

Onychorhynchus mexicanus

Ocorre na América Central e México. A Maria-leque-da-mata (O. swainsoni) é a única espécie do gênero Onychorhynchus no Brasil. As outras espécies do gênero (O. coronatus, O. mexicanus, O. occidentalis) são geograficamente separadas e apresentam pequenas diferenças na coloração da crista e na tonalidade geral da plumagem.

Maria-leque-amazônica

Onychorhynchus coronatus

Ocorre na Amazônia. A Maria-leque-da-mata (O. swainsoni) é restrita à Mata Atlântica. Embora morfologicamente muito semelhantes, a distribuição geográfica é o principal fator de distinção. O. coronatus tende a ter uma coloração geral ligeiramente mais pálida e menos avermelhada.

Fatos rápidos

Nome Comum:
Maria-leque-da-mata
Nome Científico:
Onychorhynchus swainsoni
Família:
Tityridae
Status de Conservação:
Vulnerável (VU)
Habitat Principal:
Mata Atlântica úmida
Dieta:
Insetívoro
Característica Marcante:
Crista erétil em forma de leque

Curiosidades

  • A crista da Maria-leque-da-mata é uma das mais espetaculares entre as aves neotropicais, sendo exibida em rituais de cortejo e como forma de intimidação ou excitação.
  • O ninho da Maria-leque-da-mata é uma obra de arte da camuflagem, muitas vezes decorado com musgos e líquens para se assemelhar a detritos ou até mesmo a um ninho de vespas, o que pode desencorajar predadores.
  • A espécie já foi classificada na família Tyrannidae, mas estudos genéticos recentes a realocaram para a família Tityridae, que inclui outras aves com características morfológicas e comportamentais peculiares.
  • Sua presença é um bom indicador de florestas bem preservadas e com boa qualidade ambiental, pois é sensível à degradação do habitat.

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Aves
Ordem
Passeriformes
Família
Tityridae
Gênero
Onychorhynchus
Espécie
Onychorhynchus swainsoni

Explorar o Maria-leque-da-mata

Identifique aves em qualquer lugar

Grátis no iOS, Android e Web. Identificação por foto e som, base completa de espécies e sua lista pessoal.

Abrir no app