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Coleiro-do-brejo

Pouco Preocupante (Least Concern)

Sporophila collaris

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Sobre

O Coleiro-do-brejo (Sporophila collaris) é um pequeno passeriforme da família Thraupidae, conhecido por seu canto melodioso e pela plumagem distintiva do macho. É uma espécie associada a ambientes úmidos e campestres, sendo um dos coleiros mais procurados por criadores amadores devido à sua beleza e canto.

Tamanho e longevidade

Comprimento
10-11 cm
Envergadura
15-17 cm
Peso
8-12 g
Longevidade
3-5 anos (em ambiente natural), até 8-10 anos (em cativeiro)
Dieta
Granívoro (principalmente sementes de gramíneas), complementado por pequenos insetos durante a época reprodutiva.

Características físicas

Plumagem
Macho adulto: Cabeça, nuca e dorso cinza-azulado. Colar nucal branco, que se estende até os lados do pescoço. Garganta e peito pretos, formando um babador. Abdômen e flancos brancos, com algumas estrias escuras nos flancos. Asas e cauda escuras, com uma pequena mancha branca na base das primárias (espéculo). Fêmea e jovem: Plumagem predominantemente parda-olivácea, mais clara no ventre, sem as marcações contrastantes do macho. Podem apresentar um leve tom amarelado no ventre.
Formato do bico
Cônico e robusto, adaptado para quebrar sementes. Cor preta no macho adulto, mais clara (cinza-chumbo ou chifre) na fêmea e jovens.
Cor dos olhos
Castanho-escuro.
Cor das pernas
Cinza-escuro a preto.
Características distintivas
No macho, o colar branco na nuca e o babador preto no peito são as características mais marcantes. A mancha branca nas asas (espéculo) é visível em voo e quando a asa está semi-aberta. A fêmea é mais difícil de identificar, sendo um 'pardal' pardo-oliváceo típico de Sporophila.
Aparência juvenil
Os juvenis de ambos os sexos assemelham-se à fêmea adulta, com plumagem parda-olivácea. Os machos jovens adquirem a plumagem adulta gradualmente, podendo apresentar um padrão intermediário com manchas escuras no peito e colar branco incipiente.
Mudanças sazonais
Não há mudanças sazonais significativas na plumagem dos adultos. Os machos mantêm sua plumagem distintiva durante todo o ano. A transição da plumagem juvenil para a adulta no macho ocorre ao longo de vários meses.
Dimorfismo sexual
Pronunciado. Machos adultos são inconfundíveis com sua plumagem cinza, preta e branca. Fêmeas e jovens são de coloração parda-olivácea, sem as marcações do macho.

Como identificar

  1. 1

    Macho adulto

    Procure pelo padrão de cores cinza-azulado no dorso, colar branco na nuca e babador preto no peito. A mancha branca na asa (espéculo) é um bom campo de identificação.

  2. 2

    Habitat

    Busque em áreas de campos úmidos, brejos e capinzais altos. A presença de gramíneas é crucial.

  3. 3

    Canto

    O canto melodioso e assobiado é uma das melhores formas de identificar o macho, mesmo quando ele está escondido na vegetação.

  4. 4

    Comportamento

    Observe-o forrageando sementes em gramíneas altas ou cantando de poleiros expostos, como talos de plantas ou fios.

Habitat e distribuição

Biomas
Campos úmidos, brejos, várzeas, margens de rios e lagos, pastagens com vegetação alta, capinzais e áreas de transição entre campos e florestas.
Distribuição geográfica
Ampla distribuição na América do Sul. Ocorre no Brasil (do sul da Amazônia até o Rio Grande do Sul), Paraguai, Uruguai, Bolívia e Argentina. No Brasil, é mais comum nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Faixa altitudinal
Geralmente encontrado em baixas altitudes, do nível do mar até cerca de 1000 metros.
Ambientes preferidos
Áreas abertas com gramíneas altas e densas, especialmente aquelas com presença de água ou solo úmido. Evita florestas densas e áreas urbanas muito modificadas.

Comportamento

Horário de atividade
Diurno. Mais ativo nas primeiras horas da manhã e no final da tarde.
Hábitos alimentares
Alimenta-se principalmente de sementes de gramíneas, que coleta diretamente das inflorescências ou no solo. Durante a época reprodutiva, pode complementar a dieta com pequenos insetos, especialmente para alimentar os filhotes.
Comportamento social
Geralmente solitário ou em pares durante a época reprodutiva. Fora da reprodução, pode formar pequenos bandos mistos com outras espécies de Sporophila ou outros granívoros.
Padrão de voo
Voo rápido e ondulante, típico de pequenos passeriformes. Geralmente voa baixo entre a vegetação.
Padrão migratório
Considerado residente em grande parte de sua área de ocorrência, mas pode realizar movimentos locais ou regionais em busca de alimento ou em resposta a condições climáticas. Não há migração de longa distância bem definida.
Territorialidade
Os machos são territorialistas durante a época reprodutiva, defendendo seu território de canto e nidificação contra outros machos da mesma espécie.

Canto e chamados

Canto
O canto é melodioso, complexo e variado, composto por frases curtas e assobiadas, com notas claras e agradáveis. É um dos cantos mais apreciados entre os coleiros. Cada indivíduo pode ter variações em seu repertório. O canto é emitido de poleiros expostos ou do alto da vegetação.
Chamado
Possui chamados curtos e agudos, como 'tchip' ou 'tsit', usados para contato ou alarme. O chamado de alarme é mais estridente e repetitivo.
Quando vocaliza
Canta principalmente durante a época reprodutiva, do final da primavera ao verão, com maior intensidade nas primeiras horas da manhã e no final da tarde.

Reprodução

Estação reprodutiva
Geralmente de outubro a março, coincidindo com a estação chuvosa e a abundância de sementes.
Hábitos de nidificação
O ninho é uma pequena taça bem construída, feita de fibras vegetais finas, teias de aranha e musgos, geralmente forrada com material mais macio. É construído pela fêmea em arbustos baixos ou gramíneas altas, a pouca altura do solo (0,5 a 1,5 metros).
Tamanho da ninhada
2-3 ovos.
Descrição do ovo
Põe 2 a 3 ovos, de coloração branca a creme, com pintas e manchas marrons ou avermelhadas, mais concentradas na parte mais larga do ovo.
Período de incubação
Aproximadamente 11-13 dias, realizada principalmente pela fêmea.
Período de emplumação
Os filhotes deixam o ninho entre 10 e 13 dias após a eclosão.
Cuidado parental
A fêmea é a principal responsável pela incubação e cuidado dos filhotes no ninho. O macho pode auxiliar na alimentação dos filhotes após a eclosão e na defesa do território.

Onde encontrar

Parques e Reservas Naturais

Áreas protegidas com extensos campos e brejos, como o Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), Parque Nacional do Iguaçu (PR) e diversas RPPNs no Sul e Sudeste do Brasil.

Áreas Rurais e Fazendas

Pastagens com capinzais altos e áreas úmidas, especialmente aquelas com menor intervenção humana.

Margens de Rios e Lagos

Locais com vegetação densa e gramíneas nas bordas de corpos d'água.

Dicas de campo

  1. Horário. Procure nas primeiras horas da manhã ou no final da tarde, quando estão mais ativos e cantando.
  2. Paciência e Observação. São aves pequenas e podem ser difíceis de avistar na vegetação densa. Use binóculos e observe os movimentos nas gramíneas.
  3. Canto. Aprenda a reconhecer o canto. Muitas vezes, você o ouvirá antes de vê-lo. Use aplicativos de identificação de aves para ajudar.
  4. Ambiente. Concentre sua busca em ambientes úmidos e com gramíneas altas, que são seu habitat preferencial.

Espécies semelhantes

Coleiro-do-pantanal

Sporophila nigrorufa

O Coleiro-do-pantanal é mais escuro, com o dorso preto e o ventre ferrugíneo, sem o colar branco na nuca e o babador preto do Coleiro-do-brejo. É uma espécie mais rara e restrita ao Pantanal.

Coleiro-do-norte

Sporophila bouvreuil

O Coleiro-do-norte (ou Caboclinho-de-barriga-vermelha) tem o ventre e o uropígio avermelhados, e o dorso cinza-azulado sem o colar branco. O babador preto é menos extenso e não se conecta ao dorso como no Coleiro-do-brejo.

Coleiro-do-brejo (fêmea)

Sporophila collaris (fêmea)

As fêmeas de Sporophila são notoriamente difíceis de distinguir entre si. A fêmea de Coleiro-do-brejo é parda-olivácea, sem marcas distintivas. A identificação precisa geralmente requer a presença do macho ou a observação de comportamentos reprodutivos.

Fatos rápidos

Nome Comum:
Coleiro-do-brejo
Nome Científico:
Sporophila collaris
Família:
Thraupidae
Dieta Principal:
Sementes de gramíneas
Habitat:
Campos úmidos, brejos, capinzais
Status de Conservação:
Pouco Preocupante

Curiosidades

  • O Coleiro-do-brejo é um dos coleiros mais valorizados por criadores de aves canoras devido à beleza de sua plumagem e, principalmente, à qualidade de seu canto.
  • Apesar de seu status de 'Pouco Preocupante', a destruição de seu habitat natural (campos e brejos) e a captura ilegal para o comércio de aves são ameaças significativas para a espécie em algumas regiões.
  • O nome 'collaris' refere-se ao colar branco distintivo que o macho possui na nuca.
  • Como muitos Sporophila, as fêmeas são tão crípticas que a identificação em campo sem a presença do macho é um desafio para ornitólogos experientes.

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Aves
Ordem
Passeriformes
Família
Thraupidae
Gênero
Sporophila
Espécie
Sporophila collaris

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