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A pequena e discreta Maria-leque-do-sudeste é um tirano da família Tyrannidae, conhecida por seu comportamento furtivo e por habitar o sub-bosque de florestas úmidas. É uma espécie monotípica, o que significa que é a única espécie em seu gênero, Taeniotriccus. Sua identificação em campo pode ser desafiadora devido ao seu tamanho diminuto e coloração críptica, mas seu canto distintivo é uma chave importante.
Tamanho e longevidade
- Comprimento
- 9-10 cm
- Envergadura
- 14-16 cm
- Peso
- 6-8 g
- Longevidade
- Não documentado especificamente para a espécie, mas estimado em 3-5 anos para pequenos passeriformes.
- Dieta
- Insetívoro
Características físicas
- Plumagem
- A plumagem geral é predominantemente cinza-olivácea no dorso, com a cabeça mais escura e uma máscara facial preta que se estende dos loros até a região auricular. As partes inferiores são mais claras, variando de cinza-esbranquiçado a um tom amarelado pálido no abdômen. As asas são escuras com duas barras alares pálidas (geralmente esbranquiçadas ou amareladas). A cauda é relativamente curta e escura.
- Formato do bico
- Bico pequeno, fino e pontiagudo, de cor preta ou cinza-escura, adaptado para a captura de insetos. A base da mandíbula inferior pode ser mais clara.
- Cor dos olhos
- Olhos escuros, geralmente marrom-escuros.
- Cor das pernas
- Pernas e pés cinza-escuros ou pretos.
- Características distintivas
- A máscara facial preta contrastando com a cabeça mais escura e as barras alares pálidas são características distintivas. O tamanho pequeno e o comportamento furtivo no sub-bosque também são importantes.
- Aparência juvenil
- Indivíduos juvenis são semelhantes aos adultos, mas podem apresentar uma plumagem ligeiramente mais opaca e as barras alares podem ser mais amareladas ou acastanhadas.
- Mudanças sazonais
- Não há mudanças sazonais significativas na plumagem.
- Dimorfismo sexual
- Não apresenta dimorfismo sexual aparente na plumagem. Machos e fêmeas são visualmente semelhantes.
Como identificar
- 1
Tamanho e Forma
Pequeno, com corpo compacto e cauda relativamente curta. Comportamento furtivo no sub-bosque.
- 2
Plumagem Geral
Dorso cinza-oliváceo, partes inferiores mais claras (cinza-esbranquiçado a amarelado pálido no abdômen).
- 3
Cabeça e Face
Cabeça mais escura que o dorso, com uma máscara facial preta proeminente que se estende dos loros até as auriculares.
- 4
Asas
Asas escuras com duas barras alares pálidas (esbranquiçadas ou amareladas), que são um bom campo de identificação.
- 5
Vocalização
O canto é a característica mais confiável: uma série de notas finas e agudas, 'tsi-tsi-tsi-tsee-tsee', com a última nota prolongada.
- 6
Comportamento de Forrageamento
Observar o comportamento de 'sallying' ou 'gleaning' no sub-bosque, capturando insetos.
Habitat e distribuição
- Biomas
- Floresta Amazônica, Mata Atlântica (especialmente florestas de galeria e matas ciliares).
- Distribuição geográfica
- Ocorre no sudeste da Amazônia brasileira (estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso), no nordeste da Bolívia e no leste do Peru. No Brasil, sua distribuição se estende até o sudeste, daí o nome popular.
- Faixa altitudinal
- Geralmente encontrado em baixas altitudes, do nível do mar até cerca de 500 metros.
- Ambientes preferidos
- Habita o sub-bosque e o estrato médio de florestas úmidas, florestas de galeria, matas ciliares e bordas de florestas. Prefere áreas com densa vegetação e folhagem.
Comportamento
- Horário de atividade
- Diurno.
- Hábitos alimentares
- É um insetívoro que forrageia ativamente no sub-bosque, capturando insetos e outros pequenos artrópodes em voo ou diretamente da folhagem. Geralmente realiza 'sallying' (voos curtos para capturar presas no ar) ou 'gleaning' (apanhar insetos da superfície das folhas e galhos).
- Comportamento social
- Geralmente solitário ou em pares durante a época de reprodução. Pode ocasionalmente juntar-se a bandos mistos de forrageamento, mas não é uma espécie que forma grandes grupos.
- Padrão de voo
- Voo rápido e ágil, geralmente em curtas distâncias entre a vegetação densa. Raramente voa em áreas abertas.
- Padrão migratório
- Espécie residente em toda a sua área de ocorrência, não realiza migrações sazonais.
- Territorialidade
- Provavelmente territorial durante a época de reprodução, defendendo uma área para nidificação e alimentação.
Canto e chamados
- Canto
- O canto é uma série de notas finas e agudas, muitas vezes descritas como um 'tsi-tsi-tsi-tsee-tsee' ou 'tii-tii-tii-tii-tii', com a última nota frequentemente mais prolongada ou enfatizada. É um canto bastante distinto e ajuda muito na identificação.
- Chamado
- Os chamados incluem notas finas e agudas, como um 'tsip' ou 'seep' suave, usado para contato ou alarme.
- Quando vocaliza
- Vocaliza mais ativamente durante a manhã e o final da tarde, especialmente na época de reprodução. Pode ser ouvido durante todo o ano, mas com menor frequência fora do período reprodutivo.
Reprodução
- Estação reprodutiva
- A época de reprodução varia regionalmente, mas geralmente ocorre entre os meses de setembro e fevereiro, coincidindo com a estação chuvosa e a maior disponibilidade de insetos.
- Hábitos de nidificação
- Constrói um ninho pequeno e em forma de taça, feito de fibras vegetais finas, musgos e líquens, geralmente camuflado e preso a um galho fino ou forquilha no sub-bosque, a poucos metros do solo.
- Tamanho da ninhada
- Geralmente 2 ovos.
- Descrição do ovo
- Os ovos são pequenos, de cor creme ou esbranquiçada, com manchas e pintas marrons ou avermelhadas, concentradas principalmente na extremidade mais larga.
- Período de incubação
- Não documentado especificamente, mas estimado em 14-16 dias, típico para pequenos passeriformes.
- Período de emplumação
- Não documentado especificamente, mas estimado em 14-18 dias após a eclosão.
- Cuidado parental
- Ambos os pais participam da construção do ninho, incubação dos ovos e alimentação dos filhotes.
Onde encontrar
Parques Nacionais e Estaduais
Áreas protegidas na Amazônia e Mata Atlântica, como o Parque Nacional da Amazônia, Parque Nacional do Araguaia, e reservas estaduais no Pará, Maranhão e Tocantins.
Florestas de Galeria e Matas Ciliares
Ao longo de rios e córregos em regiões de cerrado e transição para a Amazônia, onde a vegetação florestal é mais densa.
Bordas de Floresta
Pode ser encontrada nas bordas de florestas primárias e secundárias bem preservadas, onde há sub-bosque denso.
Dicas de campo
- Foco na Vocalização. Devido ao seu comportamento furtivo e tamanho pequeno, é muito mais fácil localizar a Maria-leque-do-sudeste pelo seu canto. Aprenda a reconhecer seu chamado distinto.
- Paciência e Observação. Passe tempo observando o sub-bosque de florestas úmidas. Use binóculos para escanear a folhagem e os galhos baixos.
- Horários de Atividade. Procure pela manhã cedo ou no final da tarde, quando as aves estão mais ativas na busca por alimento.
- Bandos Mistos. Embora não seja uma espécie que forma grandes bandos, pode ser encontrada ocasionalmente em bandos mistos de forrageamento. Fique atento a esses grupos.
Espécies semelhantes
Maria-leque-de-rabo-preto
Myiobius atricaudus
A Maria-leque-de-rabo-preto é maior, tem uma coloração mais amarelada nas partes inferiores e uma mancha amarela no uropígio (base da cauda) que é visível em campo. Sua cauda é mais longa e frequentemente abanada. A Maria-leque-do-sudeste é mais cinzenta e não possui a mancha amarela no uropígio.
Maria-leque-de-cabeça-preta
Myiobius barbatus
Similar à Maria-leque-de-rabo-preto, mas com a cabeça mais escura e um padrão facial diferente. A Maria-leque-do-sudeste é mais cinzenta e tem uma máscara facial preta mais definida, sem a mancha amarela no uropígio.
Outros pequenos tiranídeos
Diversos gêneros
A Maria-leque-do-sudeste se distingue de outros pequenos tiranídeos pela combinação de sua máscara facial preta, barras alares pálidas, coloração cinza-olivácea e, crucialmente, seu canto característico. Muitos outros tiranídeos têm padrões de plumagem diferentes, como anéis oculares, sobrancelhas ou colorações mais vibrantes.
Fatos rápidos
- Nome Comum:
- Maria-leque-do-sudeste
- Nome Científico:
- Taeniotriccus andrei
- Família:
- Tyrannidae
- Dieta Principal:
- Insetos
- Habitat:
- Sub-bosque de florestas úmidas
- Status de Conservação:
- Pouco Preocupante (LC)
- Identificação Chave:
- Máscara facial preta, barras alares pálidas, canto agudo e repetitivo.
Curiosidades
- É a única espécie do gênero Taeniotriccus, tornando-a taxonomicamente única.
- Seu nome 'Maria-leque' refere-se a algumas espécies de tiranídeos que abrem e fecham a cauda como um leque, embora este comportamento não seja tão proeminente nesta espécie quanto em outras 'Marias-leque'.
- Apesar de sua ampla distribuição, é considerada uma espécie de difícil observação devido ao seu tamanho pequeno e preferência por habitats densos.
Classificação científica
- Reino
- Animalia
- Filo
- Chordata
- Classe
- Aves
- Ordem
- Passeriformes
- Família
- Tyrannidae
- Gênero
- Taeniotriccus
- Espécie
- Taeniotriccus andrei
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