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Albatroz-de-narinas-amarelas

Em Perigo (Endangered)

Thalassarche chlororhynchos

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Sobre

O Albatroz-de-narinas-amarelas é uma ave marinha de grande porte, pertencente à família dos albatrozes. Caracteriza-se por sua plumagem predominantemente branca e cinzenta, com uma distintiva linha amarela na parte superior do bico. É uma espécie pelágica, passando a maior parte da sua vida em mar aberto, retornando à terra apenas para reprodução. É conhecido por seu voo gracioso e eficiente, aproveitando as correntes de vento sobre o oceano.

Tamanho e longevidade

Comprimento
70-85 cm
Envergadura
180-215 cm
Peso
2.1-3.4 kg
Longevidade
Até 30 anos ou mais
Dieta
Carnívoro (principalmente cefalópodes, peixes e crustáceos)

Características físicas

Plumagem
Adultos possuem cabeça, pescoço, rabadilha e partes inferiores brancas. O dorso e a parte superior das asas são cinza-escuros a pretos. A parte inferior das asas é branca com uma borda preta estreita e uma mancha escura na axila. A cauda é cinza-escura.
Formato do bico
Bico robusto, de cor preta, com uma linha amarela brilhante ao longo da crista superior (culmen) e uma mancha laranja-avermelhada na ponta. As narinas são tubulares e proeminentes.
Cor dos olhos
Castanho-escuro
Cor das pernas
Azul-acinzentado pálido
Características distintivas
A linha amarela no culmen do bico e a mancha laranja-avermelhada na ponta são as características mais distintivas. A mancha escura na axila e a borda preta estreita na parte inferior das asas também são importantes para identificação em voo.
Aparência juvenil
Os juvenis são semelhantes aos adultos, mas geralmente possuem o bico todo preto ou com uma linha amarela menos definida e a ponta mais escura. A cabeça e o pescoço podem apresentar uma tonalidade mais acinzentada. A mancha escura na axila pode ser menos proeminente.
Mudanças sazonais
Não há mudanças sazonais significativas na plumagem.
Dimorfismo sexual
Não há dimorfismo sexual aparente na plumagem ou tamanho entre machos e fêmeas.

Como identificar

  1. 1

    Bico

    Observe a linha amarela brilhante ao longo da crista superior (culmen) do bico preto, que não atinge a base. A ponta do bico tem uma mancha laranja-avermelhada.

  2. 2

    Plumagem da cabeça e pescoço

    São brancos puros, contrastando com o dorso e as asas cinza-escuros.

  3. 3

    Padrão da parte inferior das asas

    Branca com uma borda preta estreita e uma mancha escura bem definida na axila (região da 'axila' da asa).

  4. 4

    Tamanho e forma

    Albatroz de tamanho médio, com asas longas e estreitas, típicas de voadores pelágicos.

  5. 5

    Voo

    Voo elegante e planado, com poucas batidas de asa, aproveitando as correntes de ar sobre o oceano.

Habitat e distribuição

Biomas
Oceano aberto (pelágico), ilhas oceânicas para reprodução.
Distribuição geográfica
Oceano Atlântico Sul, com colônias reprodutivas nas ilhas de Tristão da Cunha e Gonçalo Álvares (Gough Island). Fora da época de reprodução, dispersa-se amplamente pelo Atlântico Sul, chegando à costa do Brasil, Argentina e África do Sul.
Faixa altitudinal
Nível do mar (ilhas costeiras para reprodução) até águas oceânicas profundas.
Ambientes preferidos
Águas frias e temperadas do oceano, áreas de plataforma continental e talude, onde há abundância de alimento. Para reprodução, preferem encostas íngremes e planaltos em ilhas oceânicas, muitas vezes com vegetação densa.

Comportamento

Horário de atividade
Diurno, embora possa se alimentar à noite se houver luz suficiente (por exemplo, de navios ou bioluminescência).
Hábitos alimentares
Alimenta-se principalmente de cefalópodes (lulas), peixes e crustáceos, que captura na superfície da água ou através de mergulhos rasos. Também pode seguir navios pesqueiros para se alimentar de restos de pesca.
Comportamento social
Altamente social durante a época de reprodução, formando grandes colônias. Fora da época reprodutiva, são mais solitários ou encontrados em pequenos grupos em áreas de alimentação.
Padrão de voo
Voo altamente eficiente e gracioso, utilizando as correntes de vento dinâmicas e de encosta para planar por longos períodos com poucas batidas de asa. Pode voar baixo sobre as ondas ou em grandes altitudes.
Padrão migratório
Após a reprodução, os adultos e juvenis dispersam-se amplamente pelo Oceano Atlântico Sul, realizando migrações extensas em busca de alimento. Retornam às colônias reprodutivas anualmente.
Territorialidade
Territorial nas colônias de reprodução, defendendo o ninho e a área circundante de outros albatrozes.

Canto e chamados

Canto
Não possui um canto melódico. As vocalizações são principalmente grunhidos, guinchos e estalos de bico, usados em interações sociais e durante a corte.
Chamado
Em colônias, emitem uma variedade de grunhidos roucos, guinchos e sons de 'gargarejo' durante a corte, disputas territoriais e ao interagir com filhotes. Estalos de bico são comuns durante exibições de corte.
Quando vocaliza
Principalmente durante a época de reprodução nas colônias. Raramente vocalizam em mar aberto.

Reprodução

Estação reprodutiva
Inicia-se em setembro/outubro, com a postura dos ovos ocorrendo entre outubro e novembro. Os filhotes emplumam por volta de abril/maio.
Hábitos de nidificação
Nidifica em colônias densas em encostas íngremes e planaltos de ilhas oceânicas. O ninho é uma estrutura em forma de cone, construída com lama, turfa e vegetação, com uma depressão no topo para o ovo.
Tamanho da ninhada
1 ovo
Descrição do ovo
Um único ovo grande, branco, com algumas manchas marrom-avermelhadas na extremidade mais larga.
Período de incubação
Aproximadamente 68-72 dias, compartilhada por ambos os pais.
Período de emplumação
Cerca de 120-130 dias (aproximadamente 4 meses).
Cuidado parental
Ambos os pais incubam o ovo e cuidam do filhote, alternando turnos de alimentação e guarda. O filhote é alimentado com óleo estomacal e alimentos regurgitados.

Onde encontrar

Ilhas de reprodução

As principais colônias reprodutivas estão nas ilhas de Tristão da Cunha e Gonçalo Álvares (Gough Island), no Atlântico Sul. O acesso a essas ilhas é restrito e geralmente requer permissões especiais para pesquisa.

Águas oceânicas

Pode ser avistado em mar aberto no Oceano Atlântico Sul, especialmente em áreas de plataforma continental e talude, onde há maior abundância de alimento. Cruzeiros de observação de aves marinhas ou viagens de pesquisa podem oferecer oportunidades.

Costas continentais

Durante a dispersão pós-reprodutiva, pode ser avistado ocasionalmente mais próximo das costas do Brasil, Argentina e África do Sul, especialmente após tempestades ou em áreas com correntes oceânicas favoráveis.

Dicas de campo

  1. Use binóculos e telescópios. Essenciais para observar detalhes do bico e da plumagem em aves distantes no mar.
  2. Observe o padrão de voo. Albatrozes são mestres do voo planado. Observe como eles utilizam o vento para se mover com eficiência.
  3. Fique atento a navios de pesca. Albatrozes frequentemente seguem navios de pesca para se alimentar de restos, o que pode ser uma oportunidade para avistá-los.
  4. Consulte guias de campo especializados. Utilize guias de campo focados em aves marinhas do Atlântico Sul para ajudar na identificação de espécies semelhantes.
  5. Participe de expedições de observação de aves. Viagens organizadas para observação de aves marinhas aumentam significativamente as chances de avistamento, com guias experientes.

Espécies semelhantes

Albatroz-de-narinas-amarelas-do-Atlântico

Thalassarche carteri

Anteriormente considerado uma subespécie de T. chlororhynchos, T. carteri (Albatroz-de-narinas-amarelas-do-Índico) é agora reconhecido como uma espécie separada. A principal diferença morfológica é que T. carteri possui uma linha amarela no culmen que se estende até a base do bico, enquanto em T. chlororhynchos, a linha amarela não atinge a base do bico, terminando antes. Além disso, T. carteri tem uma mancha escura na axila menos proeminente e uma distribuição geográfica diferente (Oceano Índico).

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O Albatroz-de-cabeça-cinzenta tem a cabeça e o pescoço cinza-escuros, contrastando com o branco do Albatroz-de-narinas-amarelas. O bico de T. chrysostoma é preto com uma linha amarela brilhante ao longo da mandíbula inferior e superior, mas sem a mancha laranja-avermelhada na ponta. A mancha escura na axila é mais extensa em T. chrysostoma.

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O Albatroz-de-sobrancelha-negra possui uma sobrancelha escura distintiva que se estende do olho até a nuca, e o bico é amarelo-alaranjado com uma ponta avermelhada, sem a linha amarela no culmen. A parte inferior das asas é branca com uma borda preta mais larga e sem a mancha escura na axila.

Fatos rápidos

Nome Comum:
Albatroz-de-narinas-amarelas
Nome Científico:
Thalassarche chlororhynchos
Família:
Diomedeidae
Status de Conservação:
Em Perigo (Endangered)
Dieta Principal:
Cefalópodes, peixes, crustáceos
Habitat:
Oceano Atlântico Sul, ilhas oceânicas
Tamanho Médio:
70-85 cm de comprimento
Envergadura:
180-215 cm

Curiosidades

  • O nome 'chlororhynchos' deriva do grego 'chloros' (verde-amarelo) e 'rhynchos' (bico), referindo-se à coloração do bico.
  • Albatrozes são conhecidos por sua capacidade de voar por longas distâncias sem bater as asas, aproveitando as correntes de ar sobre o oceano.
  • A espécie foi dividida em duas em 2004, separando o Albatroz-de-narinas-amarelas-do-Atlântico (T. chlororhynchos) do Albatroz-de-narinas-amarelas-do-Índico (T. carteri).
  • Como muitos albatrozes, o Albatroz-de-narinas-amarelas forma laços de casal duradouros, retornando ao mesmo local de nidificação e parceiro por muitos anos.
  • A principal ameaça a esta espécie é a pesca de espinhel, onde as aves são acidentalmente capturadas e afogadas.

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Aves
Ordem
Procellariiformes
Família
Diomedeidae
Gênero
Thalassarche
Espécie
Thalassarche chlororhynchos

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